Um show onde aparecem as principais referências interpretando compositores como Antonio Carlos Jobim; João Bosco; Tim Maia, Paulo e Marcos Valle; Jackson do Pandeiro, Mutantes, Raul Seixas, Erasmo e Roberto Carlos, Rita Lee e homenageando cantoras como Billie Hollyday, Etta James e Elis Regina em versões trabalhadas e arranjos próprios. O caminho deste show é a fuga do óbvio através da criatividade interativa onde a proposta é a forma de misturar buscando resultados precisos na interpretação dos ritmos como o samba, rock, o soul e o blues, todos de origem negra – daí o título do show. Embora apenas o Samba possa ser considerado genuinamente brasileiro, o rock, o blues e o soul influenciaram a nossa música e foram influenciados por ela criando desdobramentos como o samba-rock; o soul-brasileiro e o rock tropicalista que por sua vez influenciaram artistas internacionais diversos como David Byrne, Beck e Sean Lennon que admitiram a influência direta dos discos brasileiros em suas obras.
Arquivo da categoria: Djane & Os Camaradas
Djane & Os Camaradas na feira de Carros Antigos.
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O clima ajudou e todo o evento foi “Classic”. Guararema Classic Car fêz jus ao nome recebendo colecionadores de carros antigos e clubes para uma exposição no último dia 11/09. Entramos na hora do show, pontualmente às 11:30 h para fazer cantar a rua Dona Laurinda em Guararema. A feira entrou no calendário oficial de eventos da cidade e fotografamos alguns carros que sozinhos já são um show. Fiz questão de tocar Mutantes e colocar aquela pitada de rock nacional entre o repertório “classic” – Eagles, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Rolling Stones, Rita Lee, Cazuza, Van Hallen … paramos perto da uma hora tarde por causa de um problema na técnica do som, mas já era o bis! Então até o que deu errado, deu certo!! Foi tudo muito bom. Os carros, os amigos e a banda “Os Camaradas” que entra cada vez mais entra no clima dos meus shows onde o prazer de fazer a música de qualidade e tocar junto passa dos músicos para as pessoas que devolvem, e é isso que faz o show valer a pena. As fotos da banda foram feitas pela Camila Ribeiro, de 16 anos, garota muito talentosa e nova integrante das jornalisteens. As imagens mostram bem a energia do show. Devo acrescentar que nunca pensei que rock´n roll pudesse combinar tão bem com o domingo de manhã, gente de todas as idades, moçada, criançada, tio e tia, vô e vó, bêbados, artistas, colecionadores, autoridades, jornalistas, polícia, amigos e Djane & Os Camaradas tocando em mais um show na rua. A banda disposta e com vontade de tocar, isso faz muita diferença. Rafael Alves mostrando sua pegada e voz, Betinho exercitando sua musicalidade nata, Benigno Jr. tocando contrabaixo como o grande baixista que é e Pedro Torres com pulso e dinâmica…com uma banda dessas é só chutar para o gol, quer dizer, qualquer garota canta, e eu…até pulei, como mostram as fotos.
“A Festa na Rua”
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Paraty, 23 de julho, 23:36 h. O show vai começar em segundos. Nosso anfitrião distribui biscoito da sorte à banda , guardo na bolsa da câmera e vejo o horário, 23:36, finalmente vai começar. “Djane & Os Camaradas” . Nem acredito. Passei tantos descontentamentos para chegar contente a este show que nem acredito que no final tudo está dando certo. É uma festa de aniversário super produzida com cartaz, flyer, apoio cultural, copo personalizado, banda, coluna social e…na rua. Isso mesmo – o aniversariante fechou uma daquelas bucólicas ruas de Paraty e fez uma festa. “Viva Las Vegas”. Surreal, estranho e bucólico, mas apropriado se pensarmos na partida da Amy Winehouse e na forma como “os camaradas” se transformaram em os camaradas da guig através de um ensaio e uma produtiva e animada viajem regada a música, pandas, paradas, rosa mística e conversas. Conheci o baterista na Van, trazido pelo Betinho o que por si só já é uma boa indicação. Acostumada a tocar com Rodrigo Digão fiquei paralisada quando ensaiei com outro batera. (Ainda vou escrever um post só sobre o Digão). Sem ele, pensei em cancelar, foi o Digão quem não deixou e no final o Pedro Torres representou. Salve Pedro! Rafael Alves -estreando bem na guig deu o apoio da opinião sincera, da dedicação necessária e do indispensável talento. Talento que sempre procuro e acho nos músicos com quem tive, tenho ou terei o prazer de trabalhar. Divaguei agora… voltando ao show. Tinha tudo para dar errado, mas deu certo, com direito a bis e aplausos em todas as músicas. Tudo(ou quase tudo) o que passamos na Van foi tocado de forma que a descontração criou espaços para improvisações e outras cositas más. Já subi no palco sabendo que a banda estava bem, mas não esperava tanto do público. Gostei. Todo mundo cantando, dançando, curtindo, bebendo e balançando a cabeça, acenando de longe. No final a coisa já estava de um jeito que o rock começou a sair um na sequência do outro, paramos com aquele gostinho de quero mais e com tempo para curtir um pouco antes de bater em retirada. Acho que ainda conversávamos e riámos na Van até a apagada geral que aconteceu quando o Benigno desceu em Caraguá. Grande músico o Bê, gosto muito da criatividade e da visão musical para além do contra baixo que ele possui e que com os camaradas pode exercitar. Divaguei de novo, onde eu estava ? Na apagada geral, pois é, acordei quando estávamos quase chegando, bebi muita água por isso quase não sentia o gosto da vodka com energético. Me comportei muito bem, tomei só duas vodkas depois do show. Tudo bem, uma dose antes. Tudo bem. Aliás já ia esquecendo da partida da Amy…falei umas poucas palavras sobre ela e entrei em um apagão que me fez cantar apenas a estrofe onde ela diz que só precisa de um amigo, muito estranho. Depois “voltei” a mim e continuei o show naquele praticável 4 x 4 com meio metro de altura montado em uma tenda de 8 m x 8 m em uma bucólica rua de Paraty. Rolou, resolvo pegar as as fotos mal tiradas para compartilhar a memória deste show quando acho o biscoito da sorte e finalmente abro e leio. “O descontentamento é o primeiro passo para o progresso” lembrei do início desta história e sorri contente.
A arte está no processo
Reunir músicos para montar um time pode ser mais difícil do que parece, ser mulher à frente da banda pode complicar ainda mais as coisas, mas no geral tenho aprendido muito com essas experiências e com os encontros e desencontros que acontecem durante o processo. A arte está no processo, na forma com que buscamos sempre o melhor, o adiante, o groove, o time certo.
Cobertura do Vermont Itaim
Uma noite quente de outono. Uma casa sofisticada em São Paulo. Nossa banda na estrada. Infelizmente o Vermont Itaim não permite fotos de seus clientes, (por questões de privacidade), então não dá pra ver o público interagindo com a banda, que é a parte que eu gosto mais de mostrar. Mas o Rafael conseguiu produzir esse album especial com fotos do show. Preparei o repertório antes e imprimi mas esqueci de levar , então fiz como de costume, olhando para as pessoas e mandando a música do momento, tentando captar o inconsciente coletivo. Isso gera emoção e faz com que toda banda corra riscos, mas sem riscos e desafios o trabalho fica mecânico, frio e comum.A noite tem que ser uma surpresa para todos, as pessoas saem atrás de diversão e procuro não impor o repertório, mas deixar que ele se forme. Tenho sorte de contar com essa banda que torna esse tipo de atitude possível. Betinho, Benigno, Daniel e Digão mais uma vez – valeu Camaradas!
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Aventuras em Nova York
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Em 1.997 embarquei para Nova York. Eu, minha irmã e um grupo de dançarinos, entre eles o coreógrafo Henrique Carvalho e o na época dançarino Evandro Santo – hoje o Cristhian Pior do Pânico. Fiz aulas de canto na Broadway e no Carneggie Hall. Ficamos hospedadas em um hotel próximo ao Central Park.As aulas aconteciam no período da tarde.As aventuras à noite. A Geografia plana da cidade despertou meu instinto “sem lenço e sem documento”.Meu único contato na cidade era Bebel Gilberto que estava ocupada com o concurso Carmem Miranda. Sem conhecer ninguém vaguei pela cidade com Henrique e Eva (como chamavamos Evandro carinhosamente). Vagamos pelas madrugadas, pelos bares, pelo metrô, fomos ao Soho, ao Broklyn, ao Harlem, ao Moma, à loja da Chanel. Cantei no Central Park, cantei na rua e através dessas apresentações conheci um americano que me apresentou uma banda cujo pianista tocava nas Torres Gêmeas. Fiz uma pequena sessão Tom Jobim no restaurante do andar 101. Evandro protagonizou cenas inesquecíveis como ganhar 100 reais de uma prostituta americana que havia recebido de um cliente e não sabia o que fazer com aquilo (na época era 1 para 1). Achamos dólares no lixo de um pub irlandes próximo ao hotel onde podíamos beber e fumar até tarde.
Djane & Os Camaradas no Vermont Itaim
Sábado estaremos no Vermont Itaim, essa casa especial localizada no badalado e sofisticado bairro do Itaim Bibi em São Paulo. Toquei com a banda Kmille e criei um público na casa, fiquei dois anos longe do reduto e por isso esse show tem um gostinho especial para mim. É bom reservar lugar e chegar cedo se quiser assistir sentado. A casa tem seis anos de atividade porque faz bem tudo aquilo que se propõe. Você pode jantar, assistir o show e depois ferver na pista. Tudo tem seu momento e acontece na medida. Grande parte desse sucesso vem do fato de existir na casa a figura do “diretor artístico” , coisa rara nos dias de hoje. No Vermont o cargo é ocupado por Beth Borgo que com grande competência mantém a qualidade da programação. É uma oportunidade única para os paulistas assistirem o nosso show, já que a banda tem se apresentado em festas fechadas, no Santa Trindade e na cidade do Rio mais que em São Paulo.
Vejam mais detalhes no site http://www.vermontitaim.com.br/
Início do show: 22:45 h (horário britânico) reservas no site do Vermont
Espero vocês lá!
Sábado de Aleluia
No sábado fizemos um passeio pelo centro histórico e fomos para a beira do cais passando por um siri e um cachorro que ficou mergulhando e divertindo a galera. Na passagem de som pudemos comprovar que a Feijoada do Santa Trindade é muito boa. Especial. Chegamos em casa molhados pela chuva que caia em Paraty.Programamos um show diferente para a noite de sábado. Não gosto de repetir shows nem em lugares diferentes, quanto mais no mesmo lugar. Pela primeira vez, um contratempo nos fez chegar na hora do show, o que causou um atraso de 15 min e uma certa tensão porque o DJ estava a todo vapor. Busquei dentro daquele universo uma música que pudesse trazer da pista para o palco aquelas pessoas. Como estava chovendo arrisquei Ai,Ai, Ai, Ai da Vanessa da Mata.Gol, a banda entrou levantando ainda mais o astra, e se o show de sexta já havia sido muito bom, o de sábado foi ainda melhor. Uma platéia linda, mulheres deslumbrantes , homens elegantes, coloridos em êxtase. Tudo certo e perfeito. A banda mais afiada ainda pode arriscar e improvisar junto com o público. O show ao vivo, tem de ser uma entrega e reservo sempre o espaço para que os Camaradas mostrem porque estão lá. O show que começou quente, ferveu, e no meio do caldeirão Benigno tocou contrabaixo com isqueiro produzindo faíscas. Muito bom. Digão mandou ver na pegada que é o porto seguro da banda, Betinho recriou solos e timbres e Daniel fez a guitarra falar em Cocaine. Algumas músicas foram incorporadas ao repertório e a platéia, sem a qual nada disso seria possível completou o show fazendo tudo que eu pedia, entregue e feliz. A música é a melhor das drogas, e dispensa qualquer outra coisa. Voltamos ligados pela energia da noite e ainda tivemos tempo para fotos na estrada. O próximo show é dia 17 de abril em São Paulo. Não percam!
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Sexta Feira Santa no Santa.
Era Sexta Feira Santa, 4 horas de viajem, no caminho bananas, música e hortências. A noite prometia.Passagem de som, camarão no abacaxi, o bom Santa Trindade em Paraty. Abrimos o show com Stand By Me e a resposta do público foi imediata, Billie Jean fez a ponte para nosso “Cabaret Blues” que começa em Hit the Road e acaba em I Just Wanna Make love to you fazendo a sensualidade da platéia aflorar. Quando Daniel cantou You can leave your Hat on alguém na platéia gritou – Deus existe! e toca na sua banda! Daí pra frente sem esfriar nem um minuto vamos conduzindo o show como um desafio, tocando o que o momento pede. Isso deixa todo mundo no palco ligado e faz com que o show seja ôrganico e único. Com a banda tão unida e o público todo curtindo podemos tocar músicas que outras bandas normalmente não arriscariam. Caso de Oye Como Vá, com Digão conduzindo a salsa de uma forma tão caliente que é impossivel ficar parado. Muitas coisas aconteceram nesta noite, em uma hora as pessoas na platéia já não tinham mais nenhuma inibição. É assim que tem que ser. A vida sendo celebrada pela música. Passamos pelo Pop, com a nova sugestão de Benigno (baixista) Bad Romance impressionou. Finalmente quando começamos os clássicos do Rock a atmosfera era de êxtase e alegria.Nos primeiros acordes de Jump a galera já pulava sem parar. Betinho recebe o espírito do Rock nesta música e o solo de teclado deixa tudo mais eletrizado do que já estava. Fotografei algumas pessoas da platéia. Gente que me chamou atenção no público. Infelizmente o flash falhou, mas vou postar mesmo assim porque pelas fotos dá pra ver que foi bom mesmo.
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